quarta-feira, 23 de março de 2011

Conceito de privacidade updated

Tem quase três semanas que estava tentando engatar um tópico aqui, mas a preguiça não me deixava (apesar de que o rascunho já estava mais da metade pronta).

Até que eu tive que interromper para falar de outras coisas que eu julguei mais importante jogar no ventilador coreano.

Tem um tempo que eu analiso, sem me conter de insatisfação, alguns fatores como privacidade, "porrada verbal" e outras coisas que não é de meu costume ver em Brasília.

Eu estava andando de trem pela Coreia afora, voltando para Seul. Vocês não devem imaginar o que há dentro de um simples trem intermunicipal (no caso da Coreia, inter-provincial?). Pois então eu vou contar pra vocês. No caso do Mugungwha, o mais barato dos que rodam pela Coreia, tem um vagão especial que conta com duas micro-salas com karaokê, quatro computadores com acesso a internet, dois fliperamas e ainda um barzinho, onde você pode comprar seu arrozinho com kimchi, coca-cola ou até mesmo cerveja. Enfim, é uma coisa de gente "civilizada". Acho que no Brasil esse negócio não funcionaria muito bem não. Mas enfim, vamos ao que interessa.

(computadores no vagão - custa míseros R$3,00/h! - funcionaria no Brasil? :P)

(O vagão "especial" com seus fliperamas, karaokês e computadores)

(felicidade no balcão de snacks)

Nessa cabine estilosa, presenciei dois fatos de, no mínimo, deixar assustado.
Não sei se todos sabem que o sangue dos coreanos ferve rapidinho, mas os caras realmente são cabeça quente. Principalmente no que se refere à honra.
Eu estava lá sentado, numa boa, ouvindo meu iPod Touch, com umas músicas bem altas. De repente, comecei a ver uma senhora (apelidada por mim de Kim) falar em um tom de voz um pouco alto. Se até eu, ouvindo música no volume máximo, consegui ouvir, pense em como ela falou. Deu uns gritos para um tiozinho, apelidado de Lee. Eu não tinha a mínima idéia do que falavam, porque eu seguia como meu iPod. Eu só ouvi uns "Senhor Lee! Senhor Lee" (아저씨!아저씨!).. e pensei que não era lá muita coisa. De repente, o que era um grito começou a virar briga verbal.

(a merda estava lotada naquele dia, assim como nessa foto)

Eu, com uma curiosidade mórbida, tirei os fones do ouvido e fiquei acompanhando o caso. Quando eu o fiz, o pau já estava comendo. O que eu entendi da história era o seguinte: tinha uma gringa, negra, que estava com uma baita bagagem de mão - vou chamá-la por Bailey. E nessa parte do trem, existem uns bancos como se fossem de balcão. Ela, que não era das mais magras + bagagem gigante, estava ocupando um lugar animal nesses assentos de balcão. Dava QUASE duas pessoas. Mas até aí tudo bem. O problema é que o Lee começou a falar com a senhora Bailey em coreano, e supostamente coisas muito feias. Provavelmente, ele estava querendo sentar por lá, mas como ela estava sentando em um espaço muito grande, ele ficou meio raivosinho. Pouco depois, Bailey avisou que ia sair do banco, porque a estação em que ela iria sair era a próxima. Então, o tiozinho, só de provocação, falou que ela poderia ficar e ele sentou no chão. Ela levantou, pediu para ele se sentar no banco (pela razão citada) e foi embora. A tia Kim começou falar com ele "como pode você falar com ela desse jeito!? Você sabe que ela é gringa e não tá entendendo você! Por que você fez isso!?". Bem, é uma pena que muitas vezes palavras não são capazes de exprimir fielmente o sentimento das ações. Mas a Kim estava praticamente dando um sabão no Lee. Ele, que PARECIA meio bêbado, ficou argumentando, mas de boa, sem levantar a voz. Eu não entendi muito bem o que ele falou, mas logo o marido dela, que estava junto, começou a falar com ele também. Não me lembro como uma paradinha banal chegou a esse ponto, mas de repente o Lee pira de vez e xinga o senhor Kim de fdp. Aaaaaaaaaah, meu irmão! Ser chamado de cachorro aqui é um xingamento DAQUELES (um pouco pior que fdp). O Kim sai da cadeira dele, chega junto e firme no Lee, e começa a perguntar, em voz de ameaça, se ele era o fdp da história. Nossa, o pau começou a rolar, e a tia Kim grita para o balconista chamar o supervisor do trem. Pouco depois, ele chegando, a Kim começa a "dedurar" o Lee por seu "mau comportamento", em voz bastante alta. Naquele momento, pensei "Caramba, que para maluca! Vou registrar isso!". Saquei meu celular - que é horrível - e na cara dura comecei a filmar o acontecimento. Eu estava parado, filmando de onde eu estava, não fazendo nada para ninguém. O supervisor, portanto, começou a pagar mó sabão para o senhor Lee. Ele, só de cabeça baixa e não tentando contradizer muito, falava pouco. Eu não entendia absolutamente quase nada do que ele dizia - só posso dizer que o supervisor mandou ele agir com civilidade ou ele teria que se retirar do vagão. Então, não mais que de repente, um coreano que estava a alguns centímetros da minha pessoa se desloca até mim e diz: "Hey, privacy, ok!?" e, com um toque "sutil", desliga o meu celular (não é exatamente desligar. Para quem tem celular do estilo slide, ele só foi "slided" pra baixo, ficando no standby). Olhei pra ele, com cara de: "que diabos você está fazendo, meu filho?", mas sem direcionar uma palavra para o retardado - e depois, com cara de bunda, fiquei só vendo o desdobramento da história.
Para o meu azar, o retardado do coreano chato que desligou o meu celular, resolveu "dedurar a minha ação" ao supervisor. Simplesmente o chamou e disse "esse gringo está filmando o que aconteceu, mas é privado". Não deu outra. O empregado da KORAIL mandou eu deletar o vídeo que continha a parada. Eu, revoltado com essa atitude sem noção, falei: "Ok.. do it yourself". No final, o supervisor me pagou um sabão e ainda tive os meus vídeos apagados.

Agora, queria saber uma coisa.
Que privacidade é essa em um ambiente público? Essa não é a primeira vez que eu questiono essa questão para amigos e para o meu subconsciente, naquelas conversas que normalmente os loucos tem consigo mesmos.
Na minha humilde opinião, se eu tivesse filmando alguém tomando banho ou a casa de alguém, algo que realmente seja privado, eu entenderia. Mas putz... os velhinhos que fazem o escândalo, soltam a "porrada verbal", bem escandalosos, e eu que estou fazendo merda? Ah, por favor, viu.
Eu tenho minhas teorias, bem mal-feitas, que funcionariam para argumentar essa atitude estúpida do coreano sem noção.
Uma delas é a que fará com que os leitores atirem pedras contra mim. Mas mesmo assim, vou falar.
Os coreanos tem um sentimento nacionalista animal, para o bem e para o mau. Isso é fato, desde que você conviva minimamente com um coreano. Portanto, tem orgulho de sua cultura, sociedade, etc.
Logo, um vídeo com chances de acabar sendo colocado no Youtube poderia desmistificar a lenda de que coreano é super-gente boa, sem stress, muito educado e outras coisas.
Além do mais, esse vídeo poderia "desgraçar" a vida de alguém, já que as pessoas não teriam seus rostos cobertos. Como os coreanos são obsessivos com a "Imagem" de uma pessoa - em que tomam a frase "Imagem é tudo" quase ao pé da letra - é bem possível imaginar um escândalo provocado por um vídeo mínimo espalhado pelo youtube.

Agora...
por favor, coreanos, não sejam hipócritas, ok?
Se querem fazer merda e não serem expostos, que não o façam em ambiente público, tá? :)
Agora foi dado o recado.

[pissed off mode OFF]

quinta-feira, 3 de março de 2011

Coreia do Norte sim, senhor...

Como é sabido pelo mundo todo, até mesmo pelos mais roceiros, que não são muito "globais", existem duas Coreias: uma não tão famosa, a do Sul, e outra sempre citada, a do Norte.
Pra variar, todo mundo acha que nós, seres viventes na "Coreia", residimos na Coreia do Norte. O hype da Coreia do Norte é tanto que os sulistas pegam pesado com o nation branding pra se mostrarem ao mundo.

(Isso é que é estratégia de branding! Esses marketeiros norte-coreanos me dão muito orgulho! Hehe)

Então... quem mora aqui, sempre recebe aquelas perguntinhas meio encapetadas sobre a cultura, a mulherada e... A COREIA DO NORTE. Ainda mais quando rola aquelas provocações enfezadas por parte do mister Kim. Aí sim o mundo inteiro acha que o pau vai comer (tá bom, que ele comeu em novembro de 2010, mas não foi tão terrorista como a imprensa pintou) e o negócio do regime Kimista volta a ser tópico da Discovery, CNN, BBC e o resto dessa galera que quer jogar as merdas no ventilador.

Eu não sou dessa galera que senta na cadeira e discute quem vive e quem morre (galera das políticas), direitos humanos ou relações internacionais, mas eu me interesso pelo assunto. O problema é que, desde o meio de dezembro, mesmo conhecendo algo, comecei a ficar meio obsecado pela parada.
Comecei a ver vários documentários amadores sobre o assunto, e atrossidades mais bizonhas do que eu sequer imaginava. Parece que fuçar em política é que nem merda ou corpo podre: quanto mais revira, mais fede. E não é só o comunismo que fede não (isso porque eu tinha uns pensamentos meio vermelhos quando estava no 2o grau!)... olha o estrago que o WikiLeaks fez no Ocidente "democrático e honesto". Tem safado sentando na boneca em tudo quanto é lugar.
Mesmo sabendo das atrossidades que são "patrocinadas" pelas potências "donas da verdade" (EUA+Europa) ao longo do tempo, a dinastia Kim me assustou com sua insensibilidade ou incompaixão para com o próximo.
Os Kims sabem como fazer uma merda em grande estilo. Sério.

(O Kim fala que nem o Cebolinha nesse filme, muito bom! Dá-lhe Kiiiiim!)

A série de vídeos que eu tenho só podem ser vistos por maiores de 18 anos, com sangue azul e sem cegueira americana-sem-noção.

1. Inside undercover in North Korea (National Geographic)



Esse doczinho produzido pela National Geographic (eu achava que eles só falavam de animais, vaquinhas, insetos...) foi o primeiro da minha era tarada-aficcionada pelos últimos "comunistas true" do mundo. Foi uma busca meio random que eu fiz no nosso querido deus Youtube, e acabei caindo na versão "resumida" que a BBC (Korea - Out of the North) e CNN fizeram.
A parada se trata da debandada norte-coreana com uma bela ajuda dos crentes sul-coreanos, que se sentiram no dever espiritual de resgatar aquela gente sofrida nas amarras Kim-jong-ilstas. O vídeo vai mostrando todo o processo de um "rebelde" tentar sair na mocó daquele país e se tornar um refugiado em alguma outra parte do mundo. Mas até o cara pegar a carteira "R", ele sofre. Alguns são pegos no caminho, na China ou no "quase yé-yé" (quem conhece o Sérgio Malandro, talvez seja capaz de entender o que eu quis dizer), atravessando alguma fronteira (inter-coreana ou chinesa). E se isso acontece, mermão, é um abraço... tem cada relato que dá calafrios só de pensar em estar naquela situação. Se o ser humano não morrer, ele vai para os campos de trabalho forçado (que, segundo guardas que escaparam de lá, o negócio é quase um campo de concentração, estilão aquele com nome estranho na Áustria dos nazistas) e toma uns esporros corporais e morais.
Enfim, o filme é só pra começar. É tipo um appetizer, só pra você ficar na angústia e pedir pra ver mais.
Extremamente recomendado por Gustavo, um cara das exatas que se anima com esses tópicos nada-a-ver.

Estrelas de recomendação gustaviana: 5

2. Children of the Secret State (Discovery Times)
Esse é o que me tirou do sério sobre o Tio Kim. Quando eu comecei a ver a situação da molecada inocente, pensei durante a sessão comunista: "Válhamedeus! Que merda é essa! Como pode um trosso desse e a galera deixar rolar?" O que me deixava na maior emoção era ver a maluquisse dos caras, entrando e saindo da Coreia na cara de pau (tá bom, nos DÓLARES de pau, também) só para mostrar as imagens que deixa o Kimzão mais doido do que já é.
Com tantas imagens fortes, não é preciso dizer que eu assisti a merda inteira umas duas ou três vezes. Esse sim é que pode-se chamar de documentário pra matar os "coração-mole" de plantão.

Estrelas de recomendação gustaviana: 5

3. Nuclear Nightmare - Understanding North Korea (Spotlight)
Esse é meio que de final, já, não muito direcionado para as coisas que mais me atormentara. Conta mais a velha história da carochinha - Guerra da Coreia, dinastia Kim, armamento nuclear, afrontas aos capitalistas, etc. Ele já traz mais aquela onda "Kim corno, você é o diabo em pessoa! Comunismo é do diabo! Os EUA é que estão certos!", jeito dos americanos alienarem a galera e imortalizarem o jeitão "democrático-liberal" que eles dizem ser.

Estrelas de recomendação gustaviana: 4

4. North Korea, a day in the life


Meio já em clima de apagar as luzes, já que é meio que o mais do mesmo, mas mostrando tudo de uma maneira bem entediosa.

Estrelas de recomendação gustaviana: 2

5. Welcome to North Korea
Também, uma parada mais do mesmo, com o mesmo scripting estilão história da carochinha.

Estrelas de recomendação gustaviana: 3

6. Don't tell my mother (I am in North Korea) - National Geographics Adventure
Esse é um doczito co-produzido pelos franceses da Canal+, num segmento mais para alívio, depois de uma sessão pesada de anti-comunismo pregado na maioria dos outros vídeos. Os comentários são bem engraçados, principalmente quando o cidadão é sarcástico com o guarda-costas dele. Algumas das coisas que me chamaram atenção foi quando um tiozinho raivoso seguidor do Kim tentou dar uma porrada no espanhol... além de uma sala para aprender a atirar nos americanos imperialistas... e um parque de diversões a la Kim. Para quem gosta de um sarcasmo e sacanagem, é uma boa dar uma olhada nesse. Mas não espere muita coisa para sua análise tipo historiadora ou político-científica. É só pra animar e falar: "Tô nem aí! Os americanos e russos que se virem para consertar a cagada que fizeram".

Estrelas de recomendação gustaviana: 5

Por enquanto é isso, apesar de estar procurando mais coisas relacionadas no youtube e torrents da vida. A minha busca está mais focada em como os norte-coreanos que se refugiaram na Coreia do Sul se sentem, porque eu vi e li que a maioria não consegue ter uma vida normal por aqui, mesmo ao lado dos "irmãos" deles. A cultura, totalmente diferente, além do controle do governo sobre tais (para que não corra o risco de se pensar que são espiões ou façam alguma abobrinha), cria uma barreira para a comodidade que eles poderiam ter. Apesar de eles serem todos iguais, eles ainda são tidos pela sociedade sul-coreana como diferentes (dialeto diferente, cabeça diferente, infância diferente), criando um certo repúdio por parte dos sulistas.

Para os malucos tarados em saber sobre a Coreia do Norte, vai dar uma olhada nesses vídeos e não fique mais mer perguntando se aqui é Coreia do Sul ou do Norte! Hehehe.

Fonte para downloads: http://www.thepiratebay.org - melhor fonte de torrents para esses vídeos.

No final, em uma busca googleística, acabei caindo nesse site pró-NK:http://www.yhchang.com/CUNNILINGUS_IN_NORTH_KOREA.html
engraçado!

Divirtam-se com o Kim!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vacina, quê?

Como as pessoas sabem, existem países que requerem um comprovante de vacinação para entrada no país. Isso é exigência, para muitos, sob o controle de febre amarela, por exemplo.
E como eu estou indo para um lugar desses que é obrigatório, lá vou eu percorrer Seul a procura de um lugar.
Hoje, fui na imigração aqui de Jongno tentar colocar um "adesivo-visto" coreano no meu passaporte novo. Pra ver se já adiantava a minha vida, de quebra perguntei se a menina que me atendeu lá sabia de algum lugar onde eu poderia tomar vacina para febre amarela. Ela botou um ponto de interrogação bem gigante na testa e falou que só era da Imigração, não tinha nada a ver com a história de vacinas. Mas depois soltou que teria nos 보건소 (Health Center - Centro de Saúde) da vida.
E lá vou eu no mais perto da minha casa, no centro de Jongno. Depois de caminhar um milhão de anos, já que me perdi com aqueles mapas mal-feitos, bem estilão coreano mesmo, acertei o lugar. Sim, depois de uma hora e meia caminhando sobre a neve, sem luva ou outra proteção que não fizessem meus dedos da mão caírem de tão congelados que estavam (chega a mão ficava vermelha), passeando pelo Gyeongbokgung e pelo centrão da cidade, eis que me deparo - na verdade eu tive que adivinhar pelo mapa, porque é meio escondido - com o tal. Chegando lá, como sou o "gringo dã", já sabia que não iriam entender meu coreano super-fluente. Então, parti pro inglês e "vamo que vamo". Uma tiazinha me atendeu, em inglês (uffa!), e pedi pra ela uma vacina para febre amarela. Bem, eu tinha a idéia brasileira de que qualquer muquifo que se chamasse "Centro de Saúde" deveria ter as vacinas mais normais do mundo. Só para contrariar, a senhora me responde que não. Putz... dai eu pensei, quase xingando a corebada inteira: "Como assim NÃO?". Como eu estou naqueles dias meio esquisitos, que normalmente as mulheres que sabem mais (as known as TPM), eu fui muito impaciente com ela e perguntei: "ok, tia, então me dá uma dica aí. Eu realmente preciso dessa vacina. Imagine que eu chego lá no aeroporto e eu não tenho a tal da vacina. A senhora acha que eles vão deixar eu entrar? A senhora acha que eu vou ficar com uma cara de feliz ao ouvir um "você vai voltar pra Coreia, aqui está bloqueado para o senhor" ?". Nossa, a mina ficou desesperada tentando me ajudar. Saiu ligando para vários hospitais, mas ainda cometia aquele erro de todo coreano bunda: "Alô? É do hospital X? Então... tem um wegugin (estrangeiro) aqui e ele quer tomar uma vacina de febre amarela, vocês tem aí?". Nem precisa falar que o percentual de negativas era 100, né! E não me espantaria se a causa fosse o adjetivo que descreve a minha pessoa como "semi-gente" aqui na Coreia. Daí, grilado com a situação, mandei uma no estômago da coitada da ajumma: "Olha, minha senhora... não precisa ligar e falar que eu sou gringo não, tá. Aqui na Coreia algumas pessoas rejeitam os gringos, então fala que tem uma PESSOA que ser vacinado porque está indo para um lugar bizarro, pronto. Beleza?". Ela olhou com uma cara, e falou com um tiozinho atrás: "é, mas gringo e coreano são a mesma coisa, né?". Acho que só ela, do posto de saúde, que não sabe as merdas que a gringaiada sofre por aqui para ser tratado de igual pra igual com os nativos.
E é ligação que não acaba mais, o tiozinho atrás dá uma dica de hospital que não dá certo (ps: ela retirou a palavra GRINGO e só falou que tem alguém querendo ^^), e vai, e volta, e olha no catálogo de hospitais, vai no Naver, no Daum.net... e nada. Tentei falar pra ela que eu era estudante, que não tinha muito dinheiro (dizia a lenda "julianística" que postos de saúde tem diferentes preços de hospitais - nestes, exorbitantes)... ela deu uma risada e falou que sabia disso, mas que não conseguia achar um outro posto de saúde que fizesse essa mesma vacina.
No final de toda aquela novela, com clima detetive e fim trágico, ela me dá o veredito de suas investigações: "olha, tem esse aqui em Dongdaemun e outro no Aeroporto de Incheon. O primeiro é mais perto pra você... mas custa 32,000 wons (25 dólares) pela vacina de febre amarela". Eu olhei pra cara dela e falei: "Eu não te disse que ia ser mais caro que aqui!!!!! Poxa, não tem outra maneira não?". E ainda, pra piorar, o sistema ainda quis dificultar ainda mais a minha vida: "bem, tem muita gente indo pra lugares estranhos - com doenças contagiosas - portanto você tem que agendar com um dia de antecedência.. e só vai rolar de você entrar lá dia QUATRO DE JANEIRO". Depois de todo esse esculhambaço, eu só tenho a agradecer a esta tia. Ela foi toda paciente comigo, mesmo em meio a minha carga de TPM pra cima dela, me ajudou tentando ligar pra outros hospitais e ainda fez uma reserva pra mim (de enfiar a faca). No final de tudo mesmo, mandei um "nossa, só tem em dois lugares, hein... pelo jeito coreano é imune a tudo, não deve precisar dessas coisas de pobre! Hahahaha" Ela só deu aquela risada, típica de "uffa, fiz meu trabalho, agora ele que se exploda"!
De coração, obrigada, ajumma! Você está no meu coração! :)

Mas eu fico imaginando... numa cidade com mais de dez milhões de habitantes, pessoas que supostamente deveriam cuidar da saúde paga pelos impostos, ficam brincando com as vidas alheias. Não só brincam, como cobram o olho da cara por um medicamento essencial na vida do ser humano de país sub-desenvolvido :P
Lá vou eu enfiar o pé na jaca por causa de cretinos como esses...

Fica o meu protesto contra o serviço de saúde oferecido na Coreia.

E vocês... fiquem com as fotos que eu tirei no caminho para o posto de saúde:

 (saindo de casa, a neve... duh!)

  (saindo de casa, a neve... duh 2!)

  (saindo de casa, a neve... ECA! Isso é o que acontece depois de um tempo.. ainda acha neve bonita?)

  (saindo de casa, a neve... quer tomar um tombo de leve?)

  (no caminho de Anguk... um palácio aleatório aí chamado Changdeokgung)

  (casas, obviamente reformadas, em Bokcheon)

  (eu com toca para proteger os ouvidos e o cabelo curto... além da barba por fazer no meio da "tradicionaleza")

  (além do horizoooooonte.. dessa Coreia de ruas tão curtinhas! ^^)

  (bonecos de neve... eu que montei: meu passatempo favorito! :P)

  (COUPLE! COUPLE! PERIGO! PERIGO!)

  (M de...?)

  (onde o velho se contrasta com o novo...)

  (o antigo com o moderno...)

  (Bunitinhu, baby!)

  (mais do mesmo)

   (queria que os palácios de Brasília fossem assim, seria mais estiloso, apesar de ser NADA A VER com a cara do Brasil)

   (neve, neve e mais neve...)

   (City Hall - Xínê - Dáuntáum - Centrão)

   (O bicho escroto do lado é o Haechi, guardião coreano - lenda)

  (Parabéns pra eles!)

  (Como-lhe? Explicando: agradecimentos aos países que salvaram a Coreia do Sul de se tornar comunista)

  (sim, a Guerra das Coreias está no Guinnes Book com a guerra que teve mais países aliados - nego acha vantagem pra TUDO nessa vida)

  (Caveirão da SWAT coreana guardando a embaixada do Tio Sam)

  (Uh! Caveira!)

  (PMs levando a marmita para os que protegem o santuário americano 24hrs)

  (O pirulito da eleição!)

  (Eu e o maior feito do presida Lee Myung Bak)

  (Eu e o Haechi versão baby... coisa de macho, claaaaaro!)

  (O rio mais famoso da Coreia- por ser despoluído - te desejando feliz natal e um próspero ano novo)

  (Vamos fugir... DE CARRUAGEM! Sim, como bons judeus, os coreanos fazem comércio até nessa área)

Para os que querem uma dica, em vez de postar comentários, já vou falando logo:
- Hospital perto de Dongdaemun: 02-2262-4833
- Aeroporto: 032-740-2703
- Outros sites úteis: Lista de hospitais para yellow fever, Sodaemun Posto de Saúde

Se tiverem outros lugares onde eu possa ter acesso a siringa por um preço mais acessível, postem um comentário ou algo que valha a minha atenção.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É Natal, é natal!

Ho ho ho!
Sim, finalmente eu vou tirar a grossa camada de poeira que se empregnou no blog depois de todo esse tempo parado! E logo na véspera de natal! Ó como eu sou legal, estou até dando presente para os parcos leitores que sobraram neste recinto! :)

Em cada natal (já é o terceiro, nas minhas contas) que passo nesse universo único que é o oriente, eu me surpreendo mais. Positivamente e negativamente, claro...! Pra não variar, o frio anda estragando com a minha vida diária, me tornando rarábôjí (할아버지 - vovô) durante todo o inverno coreano. Vou logo me auto-incriminar: eu visto aquelas calçolas por baixo do jeans, para ficar mais quentinho. Pode vir me sacanear, falando que é de velho ou de viado, mas antes ter um desses adjetivos do que morrer com esse clima que afugenta qualquer possibilidade de ter diversão por aqui.

(o objeto da vergonha)

Como vocês devem saber, uma grande parte dos coreanos acreditam em Deus. Outra enorme parte não. Mas acreditar ou não no Papai Noel não faz muita diferença, já que o negócio aqui é CONSUMIR e curtir a data. Portanto, os coreanos aceitam o Natal de braços bem abertos, até demais para quem era de maioria budista até não muito tempo atrás.
(PS: Claro que já rolou até porrada e críticas no governo porque o presida Lee é crente e quis colocar árvore de natal e os caralhos de feriado para o Natal, mas para os budistas, não sobrou muita coisa nessa vida de feriados e comemorações)
As cafeterias e outras milhões de lojas de departamento estão aí para suprir a necessidade capitalista da galera, que mesmo com a Crise 2009/2010, não hesitam em usar o cartão de crédito no limite. 
Eu fico pensando, às vezes, quão reclamão o empresário brasileiro é na hora de um feriado que pode trazer tanto lucro pra ele. Aqui existe SERVICE (no bom português, regalias grátis caso você compre alguma besteira) para tudo quanto é coisa. Hoje mesmo fui comprar o meu presente de natal e eles fizeram a embalagem natalina NA FAIXA pra mim. E não é porque eu sou gringo, imagino eu. Sério, ou eu sou muito ruim de escolher lugar pra comprar, ou isso realmente é difícil de existir no Brasil. Então, empreendedores do meu Brasil varonil, abram o olho e aprendam, mais uma vez, com os coreanos.
Normalmente, os lugares em que a gente gasta dinheiro por aqui já tem um aspecto meio cute, meio viado, como o mundo oriental já é (vide Japão). Na época do Natal, então, o negócio aflora o sentimento rosado dos coreanos e aí salve-se quem puder de tanta purpurina!
Esses dias mesmo eu fui pegar o ônibus 140 para Itaewon e guess what: ele estava todo decorado com apetrechos natalinos... que bonitiiiinho! A mulherada de plantão, então, deve quase virar os olhos de tanta emoção ao ver uma coisa viada fofa ao extremo desse jeito:

(busão desejando "Merry Christmas" em coreano)

(dentro é praticamente um carro alegórico)

(welcome onboard, Houston!)

(Ho ho ho! 메리 크리스마스)

Como parece que a grande maioria dos coreanos (especialmente os ateus/budistas/qualquer outra religião não-cristã) não é muito antenada no verdadeiro significado do Natal, o evento acaba sendo sinônimo de gastança e... NAMORICO, claro! 
Pelo menos no Brasil que eu conheço, as famílias se reúnem, comem juntas, distribuem presentes e etc que todos vocês devem imaginar, talvez fruto da influência européia e estadunidense em nossos lares tropicais. Mas aqui o negócio não funciona bem assim. Dizem os coreanos que eu conheço (não venha aqui para me desmentir caso o seu amiguinho coreano não faça isso!) que o normal é ficar de couple - isto é, em vez de ficar com a família, ficar com o seu namorado, namorada, pegante, amante, whatever - no dia do Natal e levar o parceiro para um restaurante muito bom. A explicação parou no restaurante, mas diz a lenda que nessa época os motéis coreanos estão mega-lotados e faturam que é uma beleza! 
Para quem pensa que coreano é "super-família" e etc, deve ter ficado triste com essa coisa não muito unida deles, né! Haha!

Bem, agora que vocês já puderam ter uma noção do nível da papagaiada, eu vou-me embora!
Feliz Natal a todos os que quiserem receber presentes! :)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Resumo: Participação coreana no Mundial 2010

Como estamos em ritmo de Copa do Mundo, nada mais normal do que falar da própria.
Sim, poucos leitores que restam, eu ainda estou vivo! E cá estou hoje, comentando sobre as besteiras da vida cotidiana na Coreia.

Essa é a primeira vez que eu assisto uma Copa do Mundo fora do Brasil... e por não saber onde estarei durante a próxima, em 2014, não vou colocar esta como a única (obviamente, em 2014 vou fazer um esforço SOBRE-HUMANO para estar no Brasil e poder morrer na guerra que será a Copa por lá! Haha!).
E essa primeira impressão está sendo um tanto mágica, por estar em um país que se rende a qualquer evento internacional, PRINCIPALMENTE a Copa do Mundo.
Ver aquele amontoado de "japas", praticamente um em cima do outro, no City Hall (시청) de Seul é uma coisa bastante diferente para quem nunca teve a sensação real de uma Copa, já que Brasília não é exatamente um centro de comemorações desse tipo de evento.

A primeira partida eu fui ver em 홍대 (Hongdae, lugar conhecido por bares bons e baratos, clubs, universidades, entretenimento em geral..) uma coreanada maluca. Fomos para um bar às seis da tarde, mesmo sabendo que o horário do jogo seria somente 2 horas depois. Por razões óbvias, sabíamos que esse antro estaria lotado em poucos minutos após a abertura. Motivo: mediante o pagamento de 20 mil Wons, você entrava no bar e poderia ter cerveja até entupir o estômago ou acabar com o seu fígado. Não precisa dizer que uma fila imensa se formou, mas, que graças à esperteza de poucos, fomos o segundo grupo a entrar. Portanto, reservamos uma mesa bacanésima em frente a um telão de proporções desconhecidas, que tomava literalmente toda a parede do recinto.
Ao começar o jogo, todos já estavam doidos, excitadíssimos com a possibilidade de uma vitória sul-coreana. Nomes que não paravam de sair da boca da turma: Park Ji-Sung (박지성), Park Chu-Young (박주영) e Lee Chung-Young(이중영) - principalmente o primeiro deles.
Para não perder a viagem, eu tentava sacanear os coreanos no meio do bar... "por que não?", pensava eu. E assim, nas vezes que a Grécia chegava a assustar o gol coreano, eu soltava uns "uuuh", "그리스" ou algo que valhesse só para ver a cara de espanto de geral. E aí começavam: "ah, Gustavo! Você não pode torcer pra eles não! Você tem que torcer pra Coreia! O time é muito bom!". Era só perguntar se tinha mais alguém mais que se projetou no futebol mundial, além do Ji-Sung.. aí eles não podiam falar muita coisa, já que metade da seleção vem de times como Jeju United, Pohang Steelers, Seoul FC. Conhecem? Nem eu... (mentira, eu conheço porque eu vivo por aqui, mas vocês eu duvido muito).

O segundo jogo, contra a nossa amada Argentina, foi cair justamente num horário bacaníssimo aqui pro horário da Coreia: quarta-feira, 8h30 da noite. Meu professor queria me prender nesse lugar chamado laboratório, mas eu dei um jeito e corri de lá. Fui pro meio da gandaia, em Seul, marcar presença o que eu chamaria de um verdadeiro inferno o local que cerca a prefeitura da cidade. Quando eu cheguei lá, mal dava para respirar. Eu estava suando que nem um porco, com sede, me sentindo numa estufa.


(Eu estava no meio dessa multidão aí.. o inferno coreano em plena praça da prefeitura!)

Lá tinha de tudo, desde vendedores de rua até pessoas oferecendo abraço grátis. Para não deixar de sacanear um pouquinho, fui abraçar um deles. Como estava pingando de suor, abracei e esfreguei a minha cara molhada na bochecha da menina. Não precisa falar que todo mundo começou a rir, já que era uma verdadeira Tropa Free Hugs... e eu sai rindo pra caramba! Divertido brincar com esse povo..


(Os pestinhas vestidos de 붉은악마 preparados para tomar uma peia do Higuaín em plena 광화문)

A partida foi um tanto engraçada para MIM, brasileiro. Sentei no meio da rua e comecei a ver. A coreanada era levada a loucura com qualquer chute bosta que os jogadores sul-coreanos mandavam. Mas, ao tomar a primeira bomba argentina, o povo já se assustou. Mas uma coisa é bem legal: eles nunca se desepontam por completo. Fica aquele silêncio, nego mandando para aquele lugar o tiozinho que ficava fazendo propaganda cristã com um alto-falante no meio do jogo, bebendo cerveja na rua, olhando pros lados... mas dois minutos depois, começavam a gritar "한국~오~ " (Hanguuuuk, ooooh), uma das canções que os coreanos andaram fazendo para a seleção desta Copa de 2010 e que virou modinha entre as torcidas do país inteiro.
Até o terceiro gol argentino, os coreanos ainda soltavam uns "괘찮아~!" (Está tudo bem), mas com a convicção que estavam tentando ressuscitar um cachorro morto. Assim que saiu o quarto gol, aí nego já ficou meio puto da vida. A multidão começava a se levantar do meio da praça e sair, já que o "cachorro morto finalmente foi dado como morto". Eu fiquei lá até o final e mais um pouco esperando, já que o metrô estaria entupido de gente.




(Sinta o mar de gente que estava essa praça, no dia do show dos argentinos)


O terceiro jogo, contra a Nigéria, foi o pior de todos até o momento, já que foi passado às 3h da manhã e no dia seguinte eu teria que ir para uma reunião com o professor. Portanto, eu fiquei na pacatíssima Cheonan.
Não foi minha surpresa ao ver a cidade deserta durante a hora do jogo, enquanto eu olhava a situação totalmente oposta em Seul, com geral nas ruas que rodeiam a prefeitura.
De acordo com o governo, não deveriam existir manifestações públicas nesse horário (sim, existe uma lei contra isso), mas fizeram uma excessão porque era COPA! E da-lhe corebas em plena madrugada soltos pelas ruas... menos em Cheonan.
Chamei uns meninos da faculdade para assistirem comigo no único bar da cidade que teria um telão e que estava passando todos os jogos do Mundial. Chegamos lá as 3h, meia-hora antes do jogo. Ao entrarmos, já nos deparamos com quase todos os lugares cheios. Se você acha que eu estava menosprezando o nacionalismo do pessoal de Cheonan, aí é que vocês se enganam. O bar era pequeno, e só lotou um pouco. Ainda assim conseguimos um lugar bem confortável atrás de umas meninas doidinhas, em que o assunto principal durante a partida era falar que o jogador X ou Y eram bonitinhos.

(Vendo o jogo no úinco bar de Cheonan disponível para ver os jogos do Mundial 2010: Beer Pub)

O jogo foi bem no estilo de Seul, com os mesmos cânticos, mesmos gritos de 괜찮아 quando o cidadão tomou um gol feio e etc. Ao acabar o jogo, todos abriram um sorriso na cara e foram para casa, silenciosamente, como nada tivesse acontecido.
Nem precisa falar que foi o pior jogo dos olhos puxados que eu tinha assistido, se fizer um ranking.

O último jogo dos asiáticos foi contra o Uruguai, nas oitavas de final (16강). Fomos eu e uma cambada de gringos da época de Daegu (como dizem alguns, a "Daegu Family") assistir um jogo em 신촌, no barzinho chamado BarFly - nome bem sugestivo. Como já esperávamos, o bar só faltou virar de cabeça pra baixo antes, durante e depois do jogo. Ao chegamos, ainda não tinha muuita gente. Mas não precisou faltar menos de meia-hora para que o recinto se transformasse em uma verdadeira pólvora humana.
Depois do primeiro gol dos uruguaios, a coreanada ficou caladinha, sem falar um pio. Mas claro, como bons nacionalistas, recomeçaram, poucos minutos depois, a incentivar a sua seleção, afim de levá-la ao quarto lugar, assim como o fizeram na grande (roubada) campanha do Mundial de 2002. E não é que os gritos deram um pouco certo? O time dos Parks conseguiu empatar, para a euforia dos vermelhinhos que estavam no bar.
Eu e mais alguns gringos, que nada tínhamos a ver com a situação toda, dávamos um caldinho de ajuda aos corebas, tentando incentivá-los, abraçando-os ao ver que os Parks estavam sentando na merda e etc.
Com o segundo gol uruguaio, a corebada foi derrubada emocionalmente, restando poucos gritinhos. Mas como tudo na Coreia, um minuto depois a vida continua e todos foram dançar, graças à uma promoção extremamente boa por parte do dono do bar: a cada gol coreano, um shot de tequila. Nem precisa dizer que nós ficamos agradecidos por receber aquele baaanho de suco mexicano!

"괜찮아, 괜찮아, 괜찮아...!"
("Tudo bem, tudo bem, tudo bem...!")

E com esses gritos que acabou a campanha sul-coreana na Copa do Mundo de 2010

PS: 붉은악마 (Bulk'n Acmá = Diabos Vermelhos) é como são chamados os torcedores fanáticos da seleção sul-coreana. Desde 2002, os torcedores da Coreia do Sul se vestem com blusa vermelha e um arco com chifres piscantes, simbolizando, obviamente, os diabos.

Enquanto isso, se eu fosse os brasileiros, tomaria cuidado com um certo Jeong Tae-se, jogador da seleção da Coreia do Norte. Os norte-coreanos devem estar se preparando para investir no Brasil! Abre o oooolho, camaradas!