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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pensando na vida [Parte 1]

Bom, sempre quando eu vou a Seul, a minha cabeça é obrigada a se ocupar com alguma coisa que não seja dormir, porque nunca sou habilitado a fazer isso. Além do mais, normalmente eu viajo sozinho pelos trens da KORAIL, e quem sempre está em minha companhia nestes momentos dolorosos da vida é o querido iPod. Entupido de músicas, eu relembro o meu Brasil brasileiro, a minha Coreia coreana e a América jabazada.
Obviamente, ele não é suficiente para preencher todo o meu vazio mental que perdura durante 4 horas e meia. No começo da minha vida por essas bandas, eu achava essas viagens muito curtas; afinal, o que é isso diante de 15 horas de ônibus entre Brasília e São Paulo, não é verdade?
Portanto, eu tenho tentado ser um bom nerd e ler mais sobre o mundo estranho que é chamado de Coreia do Sul. Desde que publicaram no blog do Renato um livro em inglês sobre a Coreia, eu fui procurando e achei um livro bacaninha, chamado:

(Capa do Livro: "The Koreans: Who they are, what they want, where their future lies"; 258 páginas sem figuras)

Eu comecei a ler esse livro sem muitas pretenções, mas acabei achando o livro um tanto quanto legal e vejo na experiência do autor, um jornalista britânico que viveu por 15 anos na Coreia como correspondente, muito do que eu sinto por aqui. Mesmo sabendo que por essas bandas as coisas tem mudado rapidamente, várias delas, especialmente comportamento, tem se enraizado e parece não ter sido totalmente revolucionado. Enquanto em alguns anos, Seul muda seu visual completamente, certas coisas "típicas de coreanos" não mudaram, pelo menos na minha identificação com o que Michael Breen escreveu ao longo de sua estadia por aqui.
Eu vou pular para uma parte que li esse final de semana em minha ida para Seul por dois motivos:
1.Eu vou ter que dar uma relembrada sobre a parte "Sociedade e Valores", que é do que se trata o que eu estava citando acima;
2. Algo me intrigou e gostaria de compartilhar com os meus queridos leitores (como se fossem muitos!).

O que me assustou, ou me chocou, seria a história remota da Coreia. Sim, aquela que vai muito além da Guerra da Coreia ou Invasão Japonesa. Isto é, estou falando dos tempos do ronca, lá pelos "Before Christ" mesmo.

Segundo o que eu já tinha ouvido falar antes mesmo de ler a merda do livro, os coreanos provém de clãs neolíticos vindos da Sibéria. Isso mesmo! Os caras vieram lá de onde Judas perdeu as botas e pararam nesse fim de mundo.
Até aí tudo bem, eles se apossaram da terra e foram vivendo por aí. Depois de alguns anos (dezenas ou milhares), essas tribos acabaram formando reinos, que se dividiram em três: Koguryo (코구려), Paekche (백채) e Shilla (신라).
Eu não vou ficar me alongando muito na história até porque foi meio complicado de entender, em meio ao sono que estava tomando a minha cabeça no momento em que eu lia, "quem comia quem" nesse rolo. Só antecipo um "spoiler" aqui: quem se deu bem, no final de tudo, foi a reino de Shilla, que dominou os outros dois na base da porrada.

Mas o que me perturbou mesmo foi o fato de os coreanos, ou essas tribos antigas, serem tão violentas. De acordo com relatos do livro, era putaria e muito sangue rolando entre eles mesmo. Enquanto eu vejo aqui os coreanos RARAMENTE se beijando, no máximo se abraçando, quem diria que os ancestrais destes tímidos seres seriam adeptos de uma putaria muito esquisita.
E não somente isso, como o tipo de política imposta pelos reis aos seus súditos. Eu, inocentemente achando que os ocidentais eram uns tremendos idiotas, sangrentos e que tinham a história mais humilhante que o mundo poderia ler, achei algo que não seja tão distante da história Européia-Americana. Os cidadãos dessas bandas daqui, naqueles tempos, viviam como verdadeiros escravos, e seus reis tinham inúmeras putas para se divertirem (não sei porque estou batendo tanto na tecla das meninas que oferecem prazer carnal! =P ).

Como era de se esperar, vocês não devem ter entendido bosta com bosta do que eu escrevi aqui, né. É que é muito complicado falar sobre a história coreana. Por incrível que pareça (já que na escola eu não estudei com profundidade ALGUMA a história desse povo), a história deles é grande demais para ser escrita em um post.

Eu aconselharia a vocês lerem alguma coisa sobre os reinados, as guerras com inúmeros povos,
o sistema yangban-yangmin e a invasão japonesa para que vocês entendessem o que eu estou falando.
Acho que a próxima parte pode ser mais interessante.

(durante a minha volta para Daegu eu estava pensando em escrever sobre isso, mas vejo que o resultado está ruim! Deveria eu pensar mais? hehe)

Abraços